06.01.2009
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ESTRÉIA-Trama é o que menos importa em "Treze Homens"

Publicado 21.06.2007

SÃO PAULO (Reuters) - "Treze Homens e um Novo Segredo", estréia em circuito nacional nesta sexta-feira, marca uma volta às origens, depois das ácidas críticas que o diretor Steven Soderbergh e George Clooney receberam por causa da pouca criatividade do segundo filme da série, "Doze Homens e um Segredo" (2004).

Desta vez, a gangue está de volta em um cassino de Las Vegas, como no primeiro longa, de 2001, e tem como homem de confiança Brad Pitt.

O golpe agora é por um motivo mais nobre, vingar a honra do um dos membros da turma, Reuben (Elliott Gould), que foi traído pelo seu ex-sócio Bank (Al Pacino). O amigo de Danny Ocean (Clooney) acabou sofrendo um infarto quase fatal por conta disso.

Bank está para inaugurar sua maior empreitada, um mega-hotel-cassino, no terreno que lhe foi cedido justamente por Reuben. O plano de vingança da turma de Danny Ocean consiste em não só quebrar a banca, como também desmoralizar o empresário.

Como Danny está sem fundos para tocar o plano mirabolante, acaba tendo de pedir ajuda a Terry Benedict (Andy Garcia), seu inimigo no primeiro filme. Este lhe impõe uma condição: roubar os cinco colares de diamantes que Bank mantém sob segurança máxima num lugar praticamente inacessível, o que acrescenta ainda mais risco a toda a operação.

O plano, claro, envolve todos os membros da gangue de Ocean, cada um com sua função específica, infiltrando-se entre os funcionários do hotel-cassino e espionando cada passo de Bank.

O desenrolar da trama, como nos outros filmes da série, não é tão importante. Até porque o que vale é o quanto cada uma das etapas é inverossímil. Se fosse seguir a cartilha do realismo, "Treze Homens e um Novo Segredo" com certeza não teria a menor graça.

Há muito tempo, o diretor Soderbergh, que aqui também assina a direção de fotografia, já provou conhecer muito bem as técnicas cinematográficas. Sabe como poucos usar câmera e montagem para criar efeitos e desenvolver uma narrativa sofisticada para entreter o público.

Elegância, aliás, é a palavra de ordem em "Treze Homens e um Novo Segredo". Seja no figurino, nos cenários, na trilha sonora de David Holmes (o mesmo compositor dos outros dois filmes) ou no elenco, que se mostra mais à vontade do que nunca.

E mal se dá por falta de Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones, que não estão no elenco. Para justificar a ausência delas, Danny e Rusty comentam que esse negócio desta vez "não é da conta delas". O único papel feminino de peso é da veterana Ellen Barkin, como braço-direito de Bank.

"Treze Homens e um Novo Segredo" é uma homenagem rasgada aos filmes de golpe dos anos 1970, cujo único objetivo era divertir e gerar lucros para o estúdio que o produziu. Aqui não é muito diferente. Mas, ao contrário de "Doze Homens e Outro Segredo", o público consegue divertir-se bem mais.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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