20.11.2008

Amor & Ódio; dois lados da mesma moeda!

Publicado 10.04.2007

Extremismos próprios das condutas humanas!

Num primeiro momento, levados pelas paixões avassaladoras, pelas emoções e ímpetos sexuais que afloram à pela, declaram e prometem o que depois se transformará em ‘só promessas’; e vive-se um turbilhão de emoções esfuziantes, embalados pelos sonhos da felicidade eterna, se esquecendo que “o eterno é enquanto dura”. E que não deve durar para sempre para se poder sentir saudade!

Quando se fala de relacionamentos de casais, mais forte ainda se apresentam tais transformações de ‘castelos em casebres’, ‘príncipes em sapos’ e de ‘amores em ódios’; decepções a não se sanar, ainda que frutos advenham, e ainda que estes frutos sejam os principais prejudicados.

As famosas separações matrimoniais e os malefícios das mesmas aos filhos!

Nas Igrejas; os casamentos são em números mínimos; ainda que se apresentam todos felizes e sorridentes. E se pagam bem menos que nos fóruns!

Nos fóruns; as separações são aos exageros, e lá se apresentam todos com animosidades férreas. Ofensas de toda sorte, e o mais comum de se ouvir: “ele não verá o filho”; “se quiser só na justiça”; “e vai ter que pagar pensão”; etc.

O filho, de outra sorte, quando se apresenta, como comumente se verifica da idade tênue, é encalistrado, desenxabido, um autêntico XAVIER.

E não é à-toa o Xavier ser sobrenome; sobrenome de filho, uma das mais recentes vítimas da transformação do amor em saudades, e saudade do que durou o suficiente para merecer ser lembrado. Ainda que talvez não se devesse!

Mas eles vêm, e nos fazem abobalhados ao ponto de travar ‘guerrinhas’ e até ofensas mútuas. Triste o uso deles como instrumento de provocação, como moeda de barganhas, e como armas para se atingir quem doravante se transforma em inimigo. Inimigo não pela raiva, mas pela ausência do que ainda se queria.

Esquecem-se dos malefícios que aos infantes impõem; esquece-se que o donatário de nossas existências, desde quando nascidos, não são nossos pais, mas o criador do Universo; e tentam se apoderar dos menores como se “mercadorias”, como se “flechas”, e os atiram contra aquele (normalmente o homem), a quem respeito pelo menos se deveria ter. Esquecem-se de que durou o suficiente para ser lembrada, e que como dizem em linguajar popular: “a fila anda”.

Ex-maridos, pais, “Geni” cantada por Chico Buarque, a se atirar pedras; monstros que outrora fora Deus, que em primeiro levava ao êxtase, mas que hoje entendem merecer ser levado ao “stress”. Outrora “o Cara” da moeda, mas agora, e doravante, “a coroa” a se por sobre sua cabeça, de espinhos perfurantes como a que puseram em Jesus, para que nunca mais se possa dela esquecer. Ainda que se tente.

E não se pára para pensar que, doravante, o ‘fruto do amor’ se transformará em ‘filho do ódio’, dos rancores e das alfinetadas lançadas, que ao certo resvalarão sobre quem nenhuma culpa tem, mas pelos erros da errante padecerá.

Ex-mulheres, abomináveis criaturas que tanto nos felicitam quando com inimigos se casam, para poder deles vingar. Seres desconhecidos, multifacetados, que têm o dom de se transformar de ‘docinho’ de outrora em ‘monstrengos’ pro resto da existência. E ainda bem que a existência é breve; curta.

Mas são elas que perpetuam nossa existência dando-nos os filhos; são elas que transformam nossas vidas, e nos ensinam aos nossos filhos ainda mais amar. E nem imaginam que quanto mais brigam, mais amor nos faz por eles nutrir, e dentro da reciprocidade, o amor floresce com a mesma intensidade.

Mas é bom; ainda bem que assim não pensam, disto não sabem; aliás, nem poderiam, pois se soubessem ser mais inteligentes, não seriam ex-mulheres, mas sim mulheres que pela força da ação e uso da inteligência, transformaram ruínas de desamores em florescer de ofegantes recomeços.

E quanto ao filho, crescente o amor, o recomeço é sempre, e eterno.

E quanto ainda hei de odiar; e amores dedicar ao fruto.

O ódio será tempero aos meus pratos, deliciáveis vida a fio.

São Paulo, 07 de abril de 2007.

Arnaldo Xavier Junior

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