20.11.2008

Antes crianças... Agora adolescentes “sem futuro”, “sem sonhos”, e que ao invés de escolas, freqüentarão penitenciárias: “Escolas do crime”...

Publicado 19.02.2007

Sem futuro: Que futuro se pode esperar de um adolescente que cresce sem freqüentar uma escola (por falta de vaga), ou que as freqüentando, não aprendem porque a interferência governamental é para cortar / desviar verba, e determinar aprovação ainda que não se tenha aprendido o mínimo necessário?

Sem sonho: O que se pode esperar de um adolescente que não sonha ser médico porque tal profissional está ganhando mal, e vive estressado, além de a renda da família toda não dar para pagar a mensalidade; não sonha ser advogado, porque tal profissional está na mira das “instituições corruptas”, que para limpar seus próprios fundilhos sujos, joga a culpa no “Mané” mais próximo, de tal sorte a se correr risco de ser preso, para que o agente da lei, criminoso, passe de bandido à cômoda situação de mocinho?

__ Tiraram dos nossos jovens até o direito de sonhar. E agora, com as movimentações sob furor dos acontecimentos, vão poder sonhar sim: mas com a liberdade após longos tempos de prisão. Afinal de contas, as cadeias superlotadas e onde fábulas são consumidas em burocracias, propinas, corrupções, etc., será vantajoso para muitos administradores.

__ Tem gente rindo à-toa, agora com cadeias muito mais cheias (com dez vezes mais pessoas que o espaço suporta), será muito mais fácil administrar o caos, falsificar papéis e comprovar gastos não efetivados, justificadores de desvios sempre verificados, nunca punidos, e lamentavelmente, cada vez mais crescentes.

Escola do crime: Onde se entra até por necessidade alimentar, como o tão comentado caso de certa mulher de nome Maria Aparecida, que furtou um pote de manteiga e por isto ficou 01 ano e 02 meses presa, sendo solta no STJ, quando pela pena final a ser imposta, já tinha tal direito garantido (cumprimento antecipado da pena; vedado na legislação brasileira); armações perpetradas pela “banda pobre policial”, no intento de ganhar folgas e pontos em seus prontuários para promoções (diz-se que quanto mais flagrantes se faz, mais rápido ganha promoções, além de folgas para trabalharem em ‘bicos’ como complementação de renda), e que em meio a tanta gente na mesma condição de presos, alguns de extremo mau caráter, aprendem, evidentemente, o que com eles conversam, assuntos que direta ou indiretamente, lhes são empurrados ouvidos adentro; e se só sabia roubar “galinha”, de tanto ouvir técnicas e modalidades novas de crime, de lá, após pequeno espaço de tempo, até se especializam. E na rua, com o nome lançado no “rol dos culpados”; __ a justiça suja nomes, e não tem a mesma competência para limpar _; mesmo que empregos arrumem, são reprovados por ostentar antecedentes criminais, e aí, alternativas não restando, assumem de uma vez por todas a vida do crime. A única que se lhes resta.

E claro! A revolta pelos maus tratos será repassada... A quem? Claro que a nós, cidadãos pagadores de impostos, que não o vimos sendo empregado em reeducação, redistribuição de renda, criação de empregos, etc.; mas infeliz e tristemente, enviados a paraísos fiscais. No exterior...

Mas e as crianças? Ou melhor: como se entendia há mais de 60 anos atrás, pois os conceitos de criança dos anos 1940, quando criado o nosso Código Penal, jovens de 18 anos ainda guardavam a qualidade de pueril; e não se pode esquecer que naquela época não existia TV, Telefone, Computador, Internet, etc.

Ora! Os tempos mudaram, evoluíram muito; inclusive o amadurecimento precoce de nossos pequenos. O que lamentavelmente não evoluiu com a mesma intensidade foi a mentalidade de nossos legisladores / administradores públicos. Exceto no campo da contabilidade política, do “tudo para mim e ‘banana’ para o povo”! Nisto, lamentavelmente, evoluíram a dezenas de anos luz à frente.

Ainda sou jovem. Ainda tenho saudade dos tempos em que os jovens eram puros, ingênuos, e que não precisavam trabalhar, mas sim só estudar.

Pena é que estes tempos mudaram. Os pais de outrora, que conseguiam com suas rendas pagar suas despesas e as despesas dos filhos, ficou num passado muito próximo; e aquele jovem que deveria estar na escola estudando, agora para ajudar a prover a subsistência do lar, tem que começar a pensar em empregar-se, já a partir dos 12 ou 14 anos.

Aí, como empregos não existem, por falta de vontade e até de escrúpulos de boa parte dos administradores, os pais, que quando empregados, ganham misérias insuficientes até para a compra de alimentos para o lar, vêem os filhos, consumistas que o são por natureza, dentro da eclosão hormonal desenfreada, tentando ser mais bonito e mais charmoso para paqueras mais bonitas conquistar; quando não conseguem ajuda familiar para comprar suas roupas e tênis “da moda”, “da onda”, dentro de seus impulsos modistas, acabam por fazer o que eles mesmos já apelidaram de: “uma fitinha” (apelido que dão a pequenos roubos / furtos) para tentar conseguir algum dinheiro.

Infelizmente roubam o próprio trabalhador, empobrecido como ele, e não os verdadeiros ladrões da população. Acabaríamos, se as pessoas certas roubassem, perdoando-os dentro do principio: “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.

E quem nunca passou por esta fase de querer tudo!? De querer ser “da moda”!? De querer ter coisas boas e ser paquerado pelas meninas mais bonitas da rua, do colégio, ou da festinha, por estar bem vestido e com dinheiro no bolso!?

Lembro-me de um velho ditado: “O dia em que os adultos souberem o que toda criança sabe, não haverá mais sonho impossível.”

Mas agora as crianças, como estão pretendendo fazer, aliás, fazendo, saberão as mesmas coisas que os adultos: __ Que políticos que roubam são absolvidos (a exemplo os últimos 56 anos de Brasil, onde se noticia que o STF não condenou um único político sequer, e todos pedem sejam seus processos remetidos para lá logo após eleitos, certos da impunidade) _; temos até exemplo recente disto, num certo político que até preso esteve por desvio de verba pública, e que eleito, avocou seus processos, certo, por óbvio, que o Brasil de fato é o país “dos bananas”.

Repito, como já o dissera anteriormente autor cujo nome omito: “No Brasil só existe leis para três P,s: Pre**; Pu**, e Pob**.”

E aos nossos infantes, ao invés de comida farta, escola de qualidade, e boa vida que merecem até pelas suas condições de crianças; virão as PENAS, CADEIAS.

Endurecerão as regras em desfavor das crianças, e aqueles que desviam as verbas a elas destinadas, continuarão sendo julgados pelo STF, que no tempo do Pres. Fernando Henrique, dizia-se que a tradução fiel era: Somos Todos Fernando, e que hoje, talvez melhor se traduza por: SEREMOS TIRANOS COM FAVELADOS, ou FAMIGERADOS.

Pobres crianças! Pagarão com seus sofrimentos famélicos a fúria dos governantes que não têm competência para administrar as finanças. Ou que são extremamente competentes nos seus desvios em proveito próprio, para paraísos fiscais.

__ E pobre de um país que ao invés de construir uma sociedade de crianças bem estruturadas, bem educadas e bem alimentadas, os marginaliza por terem que adentrar até ao mundo do crime, na tentativa desenfreada de ganhar a vida.

Como se tem propalado: criança cometer crimes patrimoniais é hediondo; políticos milionários desviarem as verbas destinadas às suas educações e subsistências, é hodierno, modismo, atualidade.

Coisas de Brasil... E neste ponto, melhor sorte aos Norte-americanos que escrevem o nome desta “terrinha abençoada por Deus” até com ‘Z’... Brazil com ‘Z’ de Zé ninguém.

E enquanto isto, o carnaval está à solta; e enquanto foliam, se esquecem que embaixo do tapete tem toda sorte de sujeira.

Como já disse certo poeta: “Ao Povo pão e carnaval. O carnaval está aí”.

 

Arnaldo Xavier Jr.

www.geocities.com/arnaldoxavier

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