Eu queria uma varanda...
Dela apenas poder contemplar o seu riso;
E eu queria mais ainda no seu riso...
Como a felicidade eterna que me alvoroça agora.
Eu queria uma varanda...
Dela apenas poder contemplar o seu riso;
E eu queria mais ainda no seu riso...
Como a felicidade eterna que me alvoroça agora.
E eu queria que Deus nos fosse eterno e único;
Único como razão de existência que tu me és,
E muitos como momentos que contigo hei de ter:
_ Felizes porque és mensageiro dessa dádiva;
_ Bons porque a bondade é dom dos inocentes;
_ E nobre porque como tu, é João Batista;
Ainda queria mais dessa varanda:
_ Como poder sentar para contar-te a vida;
_ Como mostrar-te as estrelas e prometer sempre as mais belas.
E ter vida para tentar consegui-la para ti,
Por pelo menos um instante, ainda que instante fugaz.
E um dia dessa varanda, poder olhar rumo ao futuro,
Esquecendo do passado e das lágrimas que por ti rolaram.
Chorar aos soluços ao ter de ti um abraço,
E soluçar em choro como quando o consegui.
És-me conquistas freqüentes do destino:
Conquista de te ver nascer;
E conquista de te conquistar.
És parte de mim que o destino tenta desunir.
E remo contra marés se há ventos fortes;
Busco-te nas brigas que travo contra o acaso,
E encontro-te no mais nobre dos nomes Santos.
_ Santo como seu destino e brilho resplendor,
_ E felicitante como poder chamar-te FILHO.
E na sua incessante busca,
Deparo-me com ranger de dentes,
Deparo-me com olhares sombrios e sofridos...
E paredes gélidas por onde a tristeza é presença forte.
Fui à sua procura onde quer que pudesse encontrar,
E o gostoso da busca era a sua presença sempre.
Era a continuidade pensativa no seu riso lindo,
E a certeza que de mim (raiz), você faz parte (fruto);
Clone infante de homem moço...
Começo de vida de genética adulta.
Precioso como a lápide de rubis;
Razão de existência em minha curta eternidade,
E razão de nobres declarações de amor.
AMO-TE MEU FILHO.
Dedicatória ao filho: PEDRO HENRIQUE THOMAZ DE ESPINOSA XAVIER (6 anos).
Arnaldo Xavier Junior