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Manifestantes liderado pelo Hezbollah acampam em Beirute

Partidários da oposição libanesa liderada pelo Hezbollah acamparam no centro de Beirute neste sábado no segundo dia de protestos exigindo a renúncia do governo, que tem apoio dos EUA.

Por Tom Perry

BEIRUTE (Reuters) - Partidários da oposição libanesa liderada pelo Hezbollah acamparam no centro de Beirute neste sábado no segundo dia de protestos exigindo a renúncia do governo, que tem apoio dos EUA.

Os manifestantes montaram barracas perto da praça dos Mártires no centro de Beirute e nas ruas que levam à sede do governo, onde centenas de milhares de oposicionistas realizaram uma manifestação na sexta-feira.

O Hezbollah, grupo muçulmano xiita que tem apoio da Síria e do Irã xiita, quer derrubar o que classifica de governo norte-americano no Líbano. Os políticos anti-sírios que dominam o gabinete afirmam que a oposição está tentando dar um golpe de Estado.

"Não importa o tempo que eles ficarem nas ruas .... isso não vai derrubar o governo do (primeiro-ministro) Fouad Siniora", afirmou o líder muçulmano sunita Saad al-Hariri, à televisão Al Hurra na noite de sexta-feira.

Os manifestantes impuseram um bloqueio aos escritórios do governo na sexta-feira. Mais tarde, afrouxaram o cerco após contatos entre os líderes da oposição e diplomatas árabes, segundo uma fonte da oposição. "O governo recebeu nosso recado", disse.

O rei Abdullah da Arábia Saudita, um peso-pesado da diplomacia árabe, disse a Siniora e aos ministros que estavam com ele na sede do governo que seu país os apóia, afirmou o gabinete de Siniora.

"O maior referendo e concentração em massa na história do Líbano contra um governo forasteiro", lia-se na manchete de primeira página do oposicionista Ad Diyar de sábado. "O golpe em seu primeiro dia -- uma direção unipartidária com nenhum alvo político", afirmava o pró-governo Al Mustaqbal.

Apesar de se tratar de uma disputa política, muitos libaneses temem que a situação possa suscitar violência sectária. As tensões entre sunitas e xiitas são fortes, tanto quando o sentimento ruim entre os cristão que apóiam os líderes aliados aos campos rivais.

(Reportagem adicional de Yara Bayoumy)