Meu nome é Adonias. Ninguém me conhece assim. Todos me chamam de “Dondinho”, que era a forma carinhosa usada por minha mãe e meus irmãos. Hoje, nos jornais, está descrito como alcunha. Sobre o meu pai nada sei. Minha mãe não gostava de se lembrar dele. Quando o conheci ele estava numa poça de sangue na entrada da Comunidade. – O presunto é o seu pai, disse-me um “soldado do tráfico”. Eu não havia completado cinco anos de idade.
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