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Tudo de bom!

Publicado 26.12.2007
Paulo Castelo Branco

É com alívio que chegamos ao Natal e ao fim do ano. Feliz um e outro. É isso que desejamos aos pacientes leitores e eleitores. Com o fim da CPMF e a derrota imposta pela oposição ao governo tudo indica que as esperanças renascerão com o passar do ano.

As mensagens serão de paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade. O presidente ainda não colocou sua roupa de Papai Noel e, mesmo cheio, deixou o saco encostado num canto qualquer do palácio, aguardando o momento propício para desejar ao povo um pouco mais de paciência no próximo ano. No discurso de boas festas, não relembrará as dificuldades que teve e nem baterá forte em FHC, seu cri-cri permanente e nem em AV, o senador da floresta que infernizou seus últimos dias com seu batalhão invisível e uma fala poderosa que mais parecia de um petista que estava escondido em alguma repartição fazendo seu pé-de-meia para os tempos de tempestades.

No ano que se encerra, apesar do sucesso da economia, do crescimento dos empregos – especialmente dos companheiros – e da estabilidade social pela inexistência da oposição nas ruas, nada mudou profundamente como Lula dizia e diz em suas intervenções de palanque. Na verdade, os serviços públicos estão no fundo do poço com uma camada de sal no meio, impedindo o acesso ao tesouro.

Apesar do progresso, continuamos nos últimos lugares em relação aos demais países em desenvolvimento. Ao mundo podemos mostrar um dos melhores estudantes de matemática ou física; o melhor jogador de futebol e a miss mais bonita; construímos a mais importante hidroelétrica e privatizamos os melhores trechos de estradas. É nosso um dos campeões da venda de livros e também, o primeiro astronauta da América do Sul. Nossos artistas são considerados os mais bonitos e competentes, e a modelo mais festejada é a nossa Gisele. No automobilismo estamos entre os campeões e, o Nelsinho Piquet despontará na disputa pelo título da F1.

A televisão digital chega com força, mostrando as imperfeições dos rostos a que estávamos acostumados a admirar. Nossa medicina progride e não nos faltarão prêmios na pesquisas. É o Brasil de todos pedindo passagem para, finalmente, ingressar no mundo novo.

A Copa do Mundo, novamente será em nosso território, e os governantes implodirão os precários estádios de futebol que não agüentam a pesada torcida que pula sobre suas arquibancadas. A sorte é que o Corinthians foi para a segunda divisão e sua imensa torcida só poderá freqüentar estádios da periferia, sem arquibancadas; só na geral, onde não há como afundar mais. A crueldade que fizeram com a segunda maior torcida brasileira é hedionda, sendo exemplo do que dirigentes de países ou clubes de futebol podem fazer contra o povo. É o desmando, a corrupção, a irresponsabilidade que acabam com a alegria de uma nação.

A pesquisa feita pelo Instituto Data-Folha para apurar a aceitação de 10 governadores de Estado mostra quem são os governantes que se destacaram em 2007. Sobressaiu o governador de Minas Aécio Neves que, ao longo de 5 anos de mandato, apresenta o melhor desempenho. Aécio, por onde passou, mostrou competência e espírito público, seguindo o exemplo do pai e do avô.

Aqui em Brasília, o governador Arruda mantém sua aprovação com os mesmos números que o elegeram no primeiro turno das eleições de 2006. Zé Roberto, como o chamam os mais chegados, sofre com as dificuldades do cargo. Saiu do Plano Piloto, deixando o Patrimônio da Humanidade sob os cuidados do presidente Lula e foi se aproximar dos currais eleitorais do entorno em busca de sustentação política. O governador sabe, porém, que não pode prescindir dos formadores de opinião que vivem no Plano Piloto e influem, diretamente, na vida dos eleitores que busca. Os planos que o governador apresenta para o futuro de Brasília são rejeitados pelos candangos que se preocupam com o adensamento urbano, contrário ao sonho de JK. Mas, 2008 é ano de mais otimismo e todas as dificuldades serão superadas. Se o bom Deus renovar sua cidadania como brasileiro, não terá havido neste país, um ano tão promissor.

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